Carta da nossa coordenadora do projecto KU TIVA

5 de Maio, 2011

Ainda Há Histórias de Amor!

Pois, ainda há histórias de Amor. Do Amor mais bonito que se pode imaginar, porque corresponde perfeitamente à descrição que dele faz S. Paulo na Carta aos Coríntios. Vou recordar, para meu benefício e de quem me ler, a parte de que mais gosto:

 “O Amor é paciente, é benigno, o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece.
não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses,
não se exaspera, não se ressente do mal;
não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade;
tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”

Acredito que foi este tipo de Amor que mobilizou centenas de pessoas em mais de 100 Escolas que estão sob a tutela da DREN para levar a cabo o Projecto KU TIVA. Algumas não participaram no seu desenvolvimento apenas porque já estavam envolvidas directamente em outros projectos que, curiosamente, estavam, na sua maioria, relacionados com a África lusófona. Lamentavelmente, também houve escolas que se alhearam, mas sentimos que a perda não foi dos alunos moçambicanos que não vão receber o seu apoio mas precisamente daqueles que não “estiveram para se maçar.”

Ao Dr. António Leite, Director da DREN, ao Dr. Jorge Barbosa da Fundação Portugal-África, ao Professor Joaquim Azevedo, da ISSO, juntaram-se centenas de Professores, (muitos deles já aposentados), dezenas de Autarquias, meia dúzia de colectividades cívicas, o João e a Sarah. Todos se envolveram pacientemente, com benignidade, desinteressadamente, sem gabarolice, sem soberba, da forma mais conveniente e adequada, com muita paciência, com muita alegria, para atingir este objectivo:

  • Equipar as escolas profissionais moçambicanas com manuais e equipamentos necessários à obtenção do maior êxito na preparação dos seus alunos com a finalidade de os ajudar a tornarem-se nos técnicos profissionais que o desenvolvimento do seu País exige.

Os Professores pediram e ofereceram livros e equipamentos, organizaram as ofertas, preencheram as Fichas de Oferta, embalaram, carregaram, transportaram com a simplicidade dos grandes espíritos. Alguns ultrapassaram largamente aquilo que lhes era pedido e só não referimos os seus nomes porque são esses, precisamente, os que o não desejam. As autarquias, tanto Câmaras como Juntas de Freguesia, mobilizaram-se para o transporte dos grandes volumes. Clubes recreativos ajudaram quando foi preciso. A Sarah e o João são dois jovens voluntários que movimentaram toneladas de materiais durante três semanas, numa total disponibilidade e boa disposição. Eram os primeiros a chegar, partiam apenas quando o grupo coordenador acabava a tarefa organizadora do dia, sem nada receberem em troca senão a nossa Amizade e o nosso agradecimento. Já agora, explique-se que este plural não é majestático…

Refere-se, concretamente, às oito voluntárias do grupo coordenador: Anabela Trindade, Antónia Marques, Berta Carvalho, Irene Queirós, Margarida Brandão, Paula Aires Pereira, Paula Miguel e Maria do Carmo Cruz, oito respeitáveis aposentadas que não tencionam aposentar-se do que à Educação diz respeito.

Estas oito mulheres foram às Escolas, escreveram, telefonaram, perseveraram, voltaram a escrever e a telefonar, pediram ajuda para os transportes, verificam todas as encomendas recebidas, fizeram a triagem dos materiais, organizaram as fichas de oferta, carimbaram, embalaram, re-embalaram, carregaram caixas, entraram em contacto com empresas transportadoras, com transitários, com carregadores.

Valeu a pena? Os resultados falam por si:

  • Uma centena de computadores;
  • Dezenas de impressoras;
  • Scanners;
  • Uma marmita de hotelaria;
  • Tachos de qualidade e capacidade;
  • Só de uma Escola, cerca de 900kg de ferramentas;
  • Ferramentas de mecânica;
  • Ferramentas de serralharia;
  • Teares;
  • Ecrãs;
  • Episcópios;
  • Microscópios;
  • Material de laboratório;
  • Milhares de obras literárias e pedagógicas para equipar bibliotecas;
  • Toneladas de manuais escolares (manuais, livros de fichas, actividades, livros de apoio aos professores, etc.);
  • Material para serviços administrativos;
  • Etc., etc.

Queremos resumir esta generosidade referindo uma outra: a Fundação Portugal-África prontificou-se a pagar o transporte Leixões-Maputo num contentor de 22 pés. Pois não nos basta um contentor! Teremos de enviar um segundo contentor assim que “o nosso Homem em Maputo”, o Eng. Mingocho Abreu, achar conveniente. Se isto não é uma bela história de Amor, então não sei que seja!

E lembrarmo-nos que tudo começou apenas no fim de Janeiro!

Como coordenadora deste Projecto para o desenvolvimento da terra onde renasci entre o carinho do seu povo tão afável, desejo agradecer a todos os que corresponderam ao meu pedido de ajuda. Bem hajam todos e que Deus vos abençoe.

Maria do Carmo Cruz

Primeiro Concerto com os novos artistas de Vila d’Este

9 de Abril, 2011

Ao fim de alguns meses de trabalho, o Programa Sociocomunitário de Educação Artística CoMMusI – Comunidade e Música, iniciativa da Fundação Manuel Leão, com a parceria do Município de Vila Nova de Gaia, mostrou ao público, no passado Sábado, dia 9 de Abril, o fruto do trabalho e dedicação dos alunos, com o apoio de professores, voluntários e amigos. Pela primeira vez apresentaram-se, para além das portas da sala de aula, os grupos Violino, Viola d’arco, Violoncelo, Percussões étnicas e Coro (Coro Juvenil e Coro de Adultos).

O Concerto teve lugar no Auditório da Escola Básica 2/3 de Vila d’Este, instituição que acolhe este programa e onde decorre a maioria das suas actividades. O espaço foi exíguo para acolher um tão grande número de familiares e amigos, cuja presença e entusiásticos aplausos serviram de apoio e estímulo ao trabalho que, num ainda curto espaço de tempo, já começa a mostrar frutos.

Partilhamos neste espaço as memórias do olhar, em pleno crescimento (ver as fotos).
Caso pretenda ajudar este projecto, encontram-se à venda no El Corte Inglés de VilaNova de Gaia, em quiosque próprio designado Inovação Social e Solidária – ISSO, pacotes de solidariedade, para este e outros projectos, desenvolvidos pela Fundação Manuel Leão.

Aos nossos alunos trabalhadores briosos, deixamos aqui o nosso reconhecimento e aos seus pais comunicamos uma palavra de incentivo, para que não desanimem. Nõs não vamos desanimar. À Prof. Isabel Rocha, a principal animadora do projecto no terreno, o nosso muito obrigado!

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Boas Novas sobre o KU TIVA

18 de Março, 2011

Notícias de KU TIVA, porque KU TIVA se está a tornar num mundo! O dia 17 de Março foi especialmente gratificante para as oito voluntárias que compõem o Grupo Dinamizador, quando se reuniram na DREN para fazer o ponto da situação e foram surpreendidas pela chegada de um camião da Junta de Freguesia de Gervide que colaborava com a Direcção da Escola EB 2,3 da mesma localidade e vinha trazer a sua participação neste Projecto: computadores, teares, livros, pastas de arquivo, etc., muita alegria de partilha, muita boa vontade.

O espaçoso antigo ginásio via-se a diminuir enquanto vários funcionários da Junta de Freguesia da localidade, que participou no Projecto com o transporte, traziam caixas e mais caixas com manuais, quatro computadores em óptimo estado, 3 teares, entre outras ofertas. No caminho para o ginásio, uma imponente e brilhante panela industrial, praticamente nova, cintilava.
Foi, pois, com um novo espírito que a equipa se reuniu para fazer o ponto da situação:

• Uma esmagadora maioria das escolas tuteladas pela DREN respondeu à chamada;
•Até ao dia 17, já foram recebidos materiais de seis Escolas e de uma empresa de informática;
• Algumas envolveram alunos directamente no Projecto e outras chamaram à acção aposentados conhecidos pelo seu empenho e solidariedade; • Um número razoável envolveu os Pais, individualmente ou Associações, e as autarquias;
• Num concelho as três Escolas organizaram-se para fazerem a entrega dos materiais em conjunto.
• Pelo menos numa Escola, (Escola de Artes Decorativas Soares dos Reis) alunos de algumas turmas fazem questão de participar a nível pessoal com material dentro das suas posses: cadernos, lápis, aparadores, esferográficas;
• Outra contactou um fornecedor que contribuiu e entregou quatro computadores;
• Uma só Escola mandou fazer a revisão de 40 (quarenta computadores) antes de os oferecer;
• Outra encomendou o trabalho aos seus alunos mais avançados e vai entregar 10 computadores;
• Já lá se podem ver, no ginásio de recolha, dois microscópios nas suas caixas de madeira originais;
•E a lista poderia continuar por muitas mais linhas.
Entretanto, foi decidido o seguinte:
1. Dada a época especialmente trabalhosa para as Escolas em que o Projecto foi implementado, o prazo para recepção dos materiais nas escolas foi alargado até ao fim do mês de Março;
2. Aceitou-se o pedido, a nível excepcional, de algumas Escolas que pediram o alargamento do período até 8 de Abril, mas com a promessa de entregarem directamente os materiais doados na DREN;
3. Será necessário pedir mais uma vez às Escolas o favor de se identificarem de forma bem visível os materiais entregues, com indicação do conteúdo nas caixas;
4. Realçar a necessidade do preenchimento da Ficha de Oferta;
5. Garantir que, no acto de entrega, será recebido um recibo referente ao material oferecido.

CoMMusI – Comunidade e Música

17 de Fevereiro, 2011

Desenvolvido pela Fundação Manuel Leão e em parceria com a Câmara Municipal de Gaia, decorre, desde Maio de 2010, um projecto com o objectivo de fomentar a inclusão e a coesão social através de actividades de educação artística, reforçando a cooperação activa entre as crianças, os jovens e as suas famílias através da vivência e da prática da música.

Aspirando envolver as escolas básicas e secundárias de todo o concelho de Vila Nova de Gaia e respectivas comunidades, este projecto, sedeado em Vila d’Este, arrancou e está em funcionamento no Agrupamento Escolar deste bairro.


 

A nossa ambição é vir a constituir uma orquestra sinfónica. Começámos por preparar a constituição de um “Ensemble” de cordas, pelo que iniciámos a leccionação de Violino, Viola-d’arco e Violoncelo. Temos ainda em funcionamento dois grupos de Percussões étnicas.

Paralelamente a um Coro de alunos, constituímos um Coro de adultos, aberto a toda a comunidade. Aí, com muito entusiasmo, participam, além de professores e funcionários da escola EB 2,3 de Vila d’Este, pessoas das mais variadas idades, unidas pela vontade de cantar em conjunto.


 

Para o desenvolvimento destas actividades o CoMMusI necessita de vários tipos de instrumentos:


 

Pianos e pianos eléctricos;


 

Instrumentos de orquestra:

Cordas – Violino, Viola-d’arco, Violoncelo e Contrabaixo;

Sopros – Flauta, Oboé, Clarinete, Fagote, Trompete, Trompa, Trombone e Tuba;

Percussões sinfónicas – Bombo, Marimba, Pratos, Tímpanos, Vibrafone e Xilofone.


 

Percussões étnicas – Bombo tradicional, Conga, Caixa tradicional, Cajon, Djembe, Tamborim, Pandeiro, Triângulos, Chocalhos…


                                                                                                       

Uma Bateria de Jazz.

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